Vamos falar de notícia boa!

Gabriel Kanner 11/06/2021

Boas notícias, ou más para quem torce contra o Brasil: projeção de crescimento do PIB em 5,5%, recorde histórico da Bolsa de Valores e quase 1 milhão de novos empregos gerados em 2021


As últimas semanas apresentaram uma significativa perspectiva de melhora para a economia brasileira. As notícias divulgadas em relação à projeção do PIB para 2021, a geração de novas vagas de emprego e a máxima histórica da Bolsa de Valores foram comemoradas por todos os brasileiros! 


Perdão, caro leitor, me equivoquei. Essas notícias foram comemoradas por aqueles que torcem a favor do Brasil. Já os que torcem contra… parecem não ter gostado muito.


Vamos aos fatos: nosso PIB voltou ao mesmo patamar que estava antes da pandemia. Crescemos 1,2% no primeiro trimestre de 2021, totalizando pouco mais de R$2 trilhões. Esse valor ultrapassou ligeiramente o PIB de R$1,89 trilhão alcançado no último trimestre de 2019. Essa é uma excelente notícia pois indica que a pior fase da pandemia ficou para trás. O que nos deixa ainda mais entusiasmados é a projeção de crescimento do PIB para o ano de 2021. Nesta segunda-feira, o Boletim Focus do Banco Central elevou novamente essa projeção, agora para 4,36%. A previsão dos bancos é ainda mais otimista. O Bank of America projeta crescimento de 5,2%, e o Goldman Sachs de 5,5%. Se o cenário mais pessimista, que é o do próprio governo, se confirmar, estaremos no caminho certo.


Outras duas notícias que devemos comemorar foram a alta da Bolsa de Valores e a retomada da geração de empregos no país. O Ibovespa quebrou recorde seis vezes seguidas e ultrapassou, pela primeira vez na história, os 130.000 pontos nesta segunda-feira. O mercado está aquecido, e os investidores otimistas. Os trabalhadores também têm encontrado cada vez mais oportunidades de emprego após o desastre econômico provocado pela pandemia. De janeiro a abril deste ano, o Brasil gerou 957.889 novas vagas de emprego. O cenário econômico em 2021, com crescimento do PIB e retomada dos investimentos no Brasil, continuará impulsionando a geração de empregos.


Essas três notícias foram apenas as mais recentes que nos permitem enxergar o Brasil como “copo meio cheio”. Houve diversas outras medidas importantes que conseguimos implementar num curto espaço de tempo. Aprovamos a reforma da previdência, que embora tenha sido em grande parte consumida pelos gastos da pandemia (R$520 bilhões apenas em 2020), foi fundamental para evitar um rombo fiscal ainda maior. Aprovamos a nova lei do gás e o marco do saneamento básico, que trarão mais competitividade e investimentos para estes setores. Aprovamos a MP da liberdade econômica, visando a criação de um ambiente de negócios mais favorável aos empreendedores. Aprovamos a autonomia do Banco Central, que há 30 anos tentávamos emplacar sem sucesso. A reforma administrativa está avançando; foi aprovada na CCJ e agora segue para a comissão especial, assim como a privatização da Eletrobrás, que deve ser votada semana que vem no Senado.


Todos sabem que o Brasil tem incontáveis problemas, basta olhar ao redor. O processo de transformação de um país, de crescimento econômico, geração de empregos, combate à pobreza, criação de oportunidades e construção de um caminho para a prosperidade é árduo e lento. Não acontecerá da noite para o dia. Porém, precisamos nos manter firmes nestes objetivos, com a certeza de que cada pequena vitória nos deixa mais próximos do país em que sonhamos viver. E no que diz respeito à economia, estamos alcançando essas pequenas vitórias. Para o bem ou para o mal; felizmente ou infelizmente… a depender do seu ponto de vista.

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