Teto de rejeição para ser eleito no 1º turno foi de 40%

18/11/2020

Os eleitores de Jaboatão dos Guararapes (PE) elegeram Anderson Ferreira (PL-PE) prefeito, com 54,26% dos votos válidos. Segundo pesquisa feita pelo jornal Folha de Pernambuco em parceria com o Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais Políticas e Econômicas), o candidato tinha até semana passada 40% de taxa de rejeição. Essa é a maior taxa entre os prefeitos eleitos no 1º turno. Em 2020, a média de rejeição para ser eleito em 1º turno foi de 14,84%.

O Poder360 cruzou os resultados do 1º turno das eleições em grandes municípios com pesquisas realizadas antes da votação para chegar a esse teto de rejeição. Das 96 maiores cidades do país (26 capitais + 70 cidades com mais de 200 mil eleitores, onde pode haver 2º turno), 38 decidiram a eleição já no 1º turno. Dessas, 7 não tinham pesquisas com índice de rejeição dos candidatos: Montes Claros (MG), Ananindeua (PA), Olinda (PE), Belford Roxo (RJ), Volta Redonda (RJ), Carapicuíba (SP) e Barueri (SP). 

Washington Reis (MDB), eleito em Duque de Caxias (RJ), e Neto (DEM), eleito em Volta Redonda (RJ), tiveram os registros anulados e aguardam julgamento de recursos para saber se assumirão em 2020. Nos 2 últimos pleitos municipais, em 2012 e 2016, o “título” de prefeito eleito com maior rejeição pertenceu a Carlos Amastha (PSB), prefeito de Palmas (TO). Em 2012, a rejeição de Amastha chegava a 43% e ele foi eleito com 49,6% dos votos válidos. Das 26 capitais, só a do Tocantins tem menos de 200 mil eleitores e, por isso, não há 2º turno.

Em 2016, ele venceu com 52,4%. Era, segundo as pesquisas, rejeitado por 35,3% do eleitorado de Palmas. A rejeição aos candidatos é medida de maneiras diferentes pelas várias empresas de pesquisas que atuam no país. Algumas permitem que o entrevistado cite todos os candidatos em quem não votaria de jeito nenhum. Outros pedem que o eleitor diga só um nome.

VEJA AQUI a rejeição dos candidatos eleitos no primeiro turno.






Fonte: Poder 360